PROJETO

CONSERVAÇÃO E USO SUSTENTÁVEL DO MINHOCUÇU EM MINAS GERAIS

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O Projeto Minhocuçu busca o uso sustentado do minhocuçu R. alatus. Essa espécie de oligoqueto gigante é utilizada como isca para a pesca amadora há mais de 70 anos. A região central do Estado de Minas Gerais é seu maior centro de comercialização, especialmente os municípios de Paraopeba, Curvelo e Caetanópolis. O uso dessa espécie envolve milhares de pessoas e diferentes atores sociais, dentre eles uma comunidade quilombola com cerca de 2.000 pessoas, onde a extração de minhocuçus é a principal fonte de renda. Inúmeros conflitos sociais, ambientais e institucionais relacionam-se a essa atividade, como captura, acondicionamento e comércio ilegais de fauna silvestre, invasão de propriedades privadas e de unidades de conservação, e uso do fogo durante a extração em áreas de cerrado, pastagens e silviculturas. Tentativas anteriores de supressão dessa atividade somente intensificaram os conflitos. O problema socioeconômico persiste e se agrava ao longo do tempo, devido à grande importância do minhocuçu como fonte de renda e às poucas alternativas de trabalho na região de ocorrência da espécie.

As informações resultantes de um processo de formação coletiva do conhecimento, conduzido nos anos de 2004 a2007, e os dados sobre abundância e distribuição de R. alatus levantados no Projeto Minhocuçu, apontam a possibilidade de se adotar o manejo adaptativo como método para auxiliar na implementação de políticas públicas voltadas à sustentabilidade de seu uso.

Mais informações em:

Drumond, M.A. 2008. Manejo adaptativo do minhocuçu Rhinodrilus alatus. Tese de Doutorado. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte. Minas Gerais. Brasil. 

OBJETIVOS

Promover o uso sustentável do minhocuçu, diminuindo os problemas ambientais e os conflitos sociais existentes nas regiões onde é encontrado.

AÇÕES

 

  • Elaborar um plano de manejo com diretrizes para a utilização do minhocuçu;

  • Executar o plano de manejo, devidamente autorizado pelo governo;

  • Cadastrar extratores, comerciantes e proprietários de terras onde se encontra o minhocuçu, para formalizar sua adesão aos acordos estabelecidos no plano de manejo;

  • Estabelecer e formalizar contratos de parceria entre proprietários rurais, comerciantes e extratores para uso das propriedades;

  • Acompanhar e promover a fiscalização das atividades de extração, comercialização e uso dos minhocuçus para a pesca, procurando eliminar a extração predatória.

 

METAS

 

  • Regulamentar a atividade de extração e comércio do minhocuçu, proporcionando renda a um grande número de famílias nas regiões onde ele é encontrado.

  • Diminuir os conflitos sociais existentes, como invasões de propriedades e queimadas.

  • Gerar alternativa de renda para os proprietários, que poderão arrendar áreas específicas em sua propriedade para a extração do minhocuçu.

 


Acreditamos que as metas do projeto só serão alcançadas com a implantação de um acordo de co-manejo e fiscalização da atividade, por meio da participação efetiva de todos os extratores, comerciantes, proprietários de terras e  instituições envolvidas na promoção do uso sustentável do minhocuçu”.

Maria Auxiliadora Drumond

 

ACORDOS A SEREM REGULAMENTADOS

 

  • O uso de propriedades para a coleta de minhocuçus deverá ser em comum acordo entre extratores e comerciantes e os proprietários das terras;

  • O solo revolvido durante a coleta deverá ser retornado ao mesmo local;

  • Deverá haver rodízio de locais de extração;

  • Somente haverá coleta ou comercialização de minhocuçus na época de seca, quando os mesmos não estiverem em período de reprodução e alimentação;

  • Filhotes não poderão ser extraídos ou comercializados;

  • Será proibida a extração de minhocuçus na Floresta Nacional de Paraopeba;

  • O fogo não deverá ser usado no processo de extração.



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